Em 15/01/2018 foi divulgado pelo BB (DIPES – GESTAO PESSOAS), o 2º  boletim sobre a CONSULTORIA NA CASSI ). Leia, na sequencia, outros textos que circularam sobre o tema.

Boletim Pessoal

O valor da Cassi

Colega,

O Boletim Pessoal prossegue com os informes sobre a Cassi e, nesta edição, aborda temas do diagnóstico apresentado pela Consultoria Accenture, empresa que figura entre as maiores do mundo em consultoria a planos de saúde, com atuação em mais de 120 países. O diagnóstico ainda está em fase de finalização, mas é oportuno refletirmos sobre três aspectos relevantes: a Cassi e os planos de mercado; o desequilíbrio financeiro e; a melhoria da eficiência e da qualidade dos serviços.

A Accenture promoveu uma análise comparativa entre a Cassi (plano Associados) e os demais planos disponíveis no mercado. O diagnóstico aponta que a Cassi oferece uma cobertura de consultas, procedimentos médicos e exames acima da média do mercado, inclusive com coberturas adicionais ao rol de coberturas exigido pela ANS. Além disso, ao contrário da maioria dos planos, a Cassi disponibiliza a mesma cobertura e rede para todos os associados, sem qualquer distinção. Outro diferencial favorável à Cassi são os percentuais e os limites da coparticipação em consultas e exames. Embora os percentuais de coparticipação da Cassi sejam semelhantes aos do mercado, os critérios que limitam o valor de cobrança por associado diminuem muito a coparticipação efetiva, a valores inexpressivos na maioria das vezes. A coparticipação é uma estratégia importante adotada pelos planos de saúde, tanto para o uso mais equilibrado de exames e consultas, quanto como reforço à gestão do custeio.

O custo mensal médio pago por associado da Cassi é menor do que a média nos demais planos da amostra pesquisada: R$356,00 na Cassi contra R$509,00 nos planos. Entretanto, a forma de rateio utilizada pela Cassi leva à desproporção entre a contribuição média por titular/beneficiário e o seu custo assistencial por faixa etária e número de dependentes. De qualquer modo, podemos concluir que a Cassi oferece um conjunto de benefícios acima da média e custa menos aos associados.

Logo, a busca pela sustentabilidade da Cassi faz todo sentido e deve ser o propósito de todos. Mas é preciso reconhecer a necessidade imediata de reequilíbrio financeiro da Cassi. Os demonstrativos financeiros do plano Associados, de 2016, apontam receita operacional líquida de R$1,9 bi e custo assistencial e operacional de R$2,1 bi; perfazendo um resultado operacional deficitário da ordem de R$200 milhões. Em 2017, a situação deficitária se repete, com resultado operacional de R$161 milhões negativos (até outubro). As contribuições extraordinárias feitas pelo BB e associados (ressarcimento de R$23 milhões/mês pelo Banco e contribuição extraordinária temporária de 1% pelos associados) não têm sido suficientes para gerar equilíbrio financeiro do plano. As despesas assistenciais (custos com hospitais, exames, internações, terapias, programas, etc.) cresceram 17,5% no período de janeiro a novembro de 2017, comparadas ao mesmo período de 2016.

A propósito, a ANS encaminhou ofício à Cassi determinando a adoção de providências urgentes para solucionar desconformidades relativas à referida situação de desequilíbrio e comprometimento da solvência. Isso exigirá a adoção de medidas no curtíssimo prazo, além das ações estruturantes que o corpo de associados precisa escolher para garantir a sua sustentabilidade.

Toda a comunidade Cassi (associados, dirigentes, conselheiros e patrocinador) encontra-se diante de um enorme desafio: alcançar o reequilíbrio financeiro do plano Associados, mantendo a sua consistência como alternativa viável e duradoura para seus participantes, cuja faixa etária, neste ano, está acima dos 59 anos para mais de 30% deles. E esse comportamento populacional tende a se intensificar no futuro, com o aumento da expectativa de vida e o fato de que, em média, o associado da Cassi permanece no plano por 39 anos.

Como dissemos no boletim anterior, não há alternativa de solução que não vá exigir esforço, escolhas e renúncias, em todos os sentidos e por todos os intervenientes. Precisamos de soluções que elevem as receitas do plano, que reduzam as despesas, que melhorem a governança e a gestão e que aumentem a eficiência operacional e a qualidade dos serviços prestados. Há uma gama de possibilidades levantadas pela Consultoria que nos remetem a reflexões como: estabelecer a cobrança por dependentes? Elevar os percentuais de coparticipação? Mudar os parâmetros de custeio? Fazer a gestão do risco populacional? Melhorar as políticas de prevenção à saúde? Alterar o modelo de relacionamento negocial com os prestadores? Investir pesado em tecnologia da informação? Tornar mais efetivos os processos de gestão? Aprimorar o modelo de governança? Integrar melhor as CliniCassi com a rede credenciada? Diminuir despesas assistenciais e administrativas?

São questões que o corpo de associados necessitará responder, com o apoio dos estudos técnicos e a condução responsável de dirigentes, conselheiros e patrocinador, no propósito de exercitar a construção coletiva para o bem da comunidade Cassi, através de um diálogo aberto e propositivo entre a entidade e seus associados.

Até o próximo boletim.

Diretoria Gestão de Pessoas

José Caetano de Andrade Minchillo
Diretor

João Batista Gimenez Gomes

Gerente Executivo


Comentários publicados pelo colega

N A S S E R (Bahia)

Prezadas e prezados,

Para conhecimento, reflexão – e o que mais entenderem  necessário – faço abaixo um pequeno compilado de mensagens e questionamentos que acabo de ler a respeito da CASSI, no que tange a:

– Consultoria contratada “a peso de ouro” para nos dizer o óbvio – segundo o repasse feito pelo patrocinador/BB, posto que o Boletim está sendo encaminhado por sua Diretoria de Gestão de Pessoas;

– Posicionamento crítico da colega Isa Musa, Presidente da FAABB, em relação ao que parece ser uma “intervenção branca” do Banco do Brasil sobre a CASSI, e a aparente omissão ou submissão do Corpo Diretivo daquela Caixa;

– Questionamentos interessantes levantados pela colega Daisy, do REDE-SOS, sobre aspectos até então não abrangidos (ou não divulgados pelo Banco) em relação à “consultoria” – entre aspas mesmo, por ter dito o óbvio, sem apresentação de números e com equívocos gritantes ao comparar nossa CAIXA DE ASSISTÊNCIA (AUTOPATROCINADA, sem atuar livremente no mercado e sem fins lucrativos), com PLANOS DE SAÚDE DE MERCADO (que atuam livremente e têm fins lucrativos).

– Considerações do colega Ebenézer Nascimento em e-mail bastante elucidativo que também circulou pelo REDE-SOS;

Acredito que cada um saberá melhor concluir sobre toda essa encenação que está sendo levada a termo pelo pessoal do BB (os termos do boletim que, acredito, todos receberam da DIPES são bastante sugestivos em relação às más intenções desse pessoal e oferece amostras do que estão pretendendo, talvez novamente iniciando processo de tentar soluções às nossas custas, goela abaixo).

Numa segunda leitura, tive a impressão de que TUDO O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A CASSI É CULPA MINHA… Acredito que pode ser também CULPA SUA. Aliás, culpa de todos nós, Associados, que insistimos em viver/sobreviver; que sempre honramos nossos compromissos pontualmente com aquela Caixa, há décadas; que estamos assistindo a cada dia mazelas do patrocinador, estripulias institucionais reduzindo a olhos vistos o outrora pujante e MAIOR BANCO DO BRASIL via enxugamentos, fechamento de agências, descomissionamentos, redução de quadros, remoções compulsórias, aposentadorias forçadas, ameaças internas, assédio por metas paranóicas e causadoras de adoecimento; desmotivação funcional, redução da importância do Banco como agente financeiro da União, antes promotor de desenvolvimento social, reduzindo-o a “mais um banco sem importância na praça, mercenário, praticante de taxas de juros exorbitantes” – certamente em obediência ao deus-mercado e ao governante de plantão… essas coisas.

Apreciaria seu comentário, colega/amigo. Também, que me encaminhasse eventuais outras críticas, apontamentos e observações a que tenha tido acesso, para enriquecer minha “coletânea”. Sejamos solidários. Ficarei grato.

Abraços,
Nasser (BA)



Comentários publicados pela colega Daisy F. Saccomandi (S.Paulo)

Pois é prezados colegas,

E a consultoria contratada a peso de ouro, compara a CASSI com planos de mercado, o que é absolutamente inconsistente e apresenta uma continha simples da média das contribuições por associado, que qualquer um teria condições de apurar. Ora, como comparar a CASSI a um plano de mercado que visa lucro e que não teve reservas constituídas por mais de 40, 50 anos pelos seus participantes? E a média mensal paga pelos associados de R$356,00 na Cassi é referente a qual segmento? Seria a média entre associados+dependentes? a média só entre os associados? a média entre os aposentados? ou seria ainda a média entre os ativos? Longe de mim querer “culpar” este ou aquele segmento, mas para apuração da real necessidade é preciso ter informações e números precisos.

Existem muitas coisas a serem esclarecidas, como por exemplo:

1 – os convênios de reciprocidade cobrem os custos/despesas da CASSI?

2 –  Existem convênios de reciprocidade em situação de inadimplência?

3 – O que o BB paga pelos serviços que a CASSI presta aos funcionários ativos (admissional, demissional, periódicos, etc) cobre o custo/despesa da CASSI? Qual é o custo destes serviços e qto o BB paga?

4 – O que aconteceu com as reservas que fizemos ao longo de toda nossa vida laboral praticamente sem utilizar a CASSI?

5 – A CASSI tem por volta de 3 mil funcionários. Este número é realmente necessário?

6 – O BB não  divulga em edital de concurso que OFERECE PLANO DE SAÚDE PARA A FAMILIA dos aprovados?  Este custo não tem que ser coberto pelo BB? Quem está pagando esta conta?

E qtos outros questionamentos sem resposta? São estes os esclarecimentos que precisamos cobrar da consultoria e não um comparativo da CASSI com planos de mercado.

Enfim, mais uma vez estamos recebendo informações superficiais e sendo levados a conclusão equivocada. Isto interessa a quem?

Em 2018 haverá eleição na CASSI. Não adianta mandar mensagens para os amigos nos 15 minutos finais do 2º tempo eleitoral. Aí não haverá credibilidade. Este trabalho de comunicação e esclarecimento aos colegas que se encontram afastados (são os votos nulos, brancos e abstenções) precisa ser constante. Precisa ter acompanhamento. Enquanto não nos CONSCIENTIZARMOS de que precisamos CONSCIENTIZAR, não haverá reversão neste quadro de eleições com participação pifia, a eterna dança das cadeiras, que tem levado a nossa CASSI a este caos.

Abraços

Daisy – SP-SP


Comentários publicados pela colega Isa Musa de Noronha (presidente da FAABB)

O QUE DIZEM OS GESTORES DA CASSI QUANTO AO TEOR DO “BOLETIM PESSOAL”, DO BB?

Há alguns meses temíamos uma intervenção da agência Nacional de Saúde na CASSI. Ao que parece, o Banco já se adiantou e interveio em nossa Caixa de Assistência. Por que razão os gestores da CASSI, diretores e conselheiros, não dão um pio a propósito das análises da Consultoria Accenture? Por que nós, associados, temos tomado conhecimento dos resultados da Consultoria através de Boletins sinistros vindos do Banco? Esse é o segundo Boletim. A exemplo do primeiro, à medida que vamos lendo vem a sensação de que o Banco do Brasil está nos dizendo: “seu gato subiu no telhado”.

         Pensávamos que a CASSI tinha um corpo diretivo, diretores e conselheiros, que tratariam de informar ao Corpo Social o passo a passo dos estudos da Consultoria. Ao que parece, o Banco do Brasil não deixa e eles se curvam.


Comentários publicados pelo colega Mário Tavares (Brasilia)

CASSI – Segundo boletim do BB sobre a Consultoria

É  desalentador ler o segundo comunicado emitido pelo BB sobre a situação da CASSI.

O relato é superficial e profundo ao mesmo tempo.

Superficial pois o diagnóstico e os números apresentados não estão suficientemente detalhados.

Profundo pois está claro que a situação é crítica, que a CASSI já está sob ameaça de intervenção por parte da ANS e o BB transfere praticamente toda a responsabilidade pela situação aos associados.

A CASSI conta com 16 conselheiros deliberativos, um presidente, 3 diretores e 8 conselheiros fiscais. Metade desses dirigentes são indicados pelo BB e metade são eleitos pelos associados.

Além disso, a CASSI tem também os Conselhos de Usuários, implantados em praticamente todos os estados.

Essa super estrutura de Governança em nenhum momento alertou o Corpo Social sobre a crítica situação  ou foi suficiente para  evitar a derrocada da Entidade.

É bom destacar que na CASSI não há o voto de minerva, tão criticado na PREVI.

É o caso até  de se perguntar: O que fez essa estrutura toda que falhou assim de forma tão acintosa?

Ao contrário do que ocorre na PREVI, as atividades centrais da CASSI estão sob a responsabilidade dos Diretores eleitos, como Estratégia de Saúde, Rede de Atendimento e Planos de Saúde.

Observo que os nossos últimos dirigentes eleitos são sistematicamente oriundos do meio político/partidário/sindical.

E justamente por serem oriundos desse importante meio muitos tem priorizado a atuação política/partidária/sindical em detrimento das funções administrativas que se espera de um dirigente de qualquer entidade.

Administrar, gerir, planejar, dirigir, coordenar e controlar são atividades inerentes a qualquer diretor de qualquer entidade e não podem  serem negligenciadas em detrimento da militância política/partidária/sindical que alguns dirigentes priorizaram no passado e continuam a priorizar no presente.

Isso se reflete até na condução da Mesa de Negociação da CASSI, que tem sistematicamente dificultado/inibido/proibido a participação de representantes de Associações de Aposentados até como ouvintes nas respectivas reuniões.

É bom destacar que o contingente de aposentados/pensionistas é igual ou já é até maior do que o número de funcis da ativa associados da CASSI.

Enquanto permanecer esse estado de coisas não vejo saídas para a CASSI.

E também é bom alertar desde já que a PREVI está caminhando a passos largos para esse mesmo modelo de gestão político/partidária/sindical dos nossos dirigentes eleitos.