O Plano 1 está maduro e já entrou na fase de desinvestimento. É quando os pagamentos de benefícios superam o ingresso de contribuições e os rendimentos produzidos pelo Ativo. Daqui para a frente, as alienações de ativos aumentarão gradativamente até que, após o pagamento do último benefício, o Ativo do plano seja zero. É o equilíbrio atuarial.

Isso significa que até aqui foi muito importante saber comprar e vender e a partir de agora é sumamente importante saber vender.

O Plano 1 tinha um patrimônio avaliado em R$ 146 bi em dez/2015, que pode se elevar à medida em que a economia iniciar recuperação. Considerando que a duração do plano está calculada em 12,1 anos, mediante a aplicação da média ponderada, podemos afirmar que por volta de 2028 esse patrimônio estará fortemente reduzido em consequência dos desinvestimentos necessários para o pagamento de seus compromissos. Em outras palavras, sabemos que serão vendidos/liquidados investimentos em cifras elevadíssimas.

Não se pode descartar que hajam fortes pressões de interesses alheios aos dos participantes nas negociações, até mesmo do patrocinador e/ou do governo.  Consequentemente, é de vital importância que as decisões sejam tomadas sem a mínima influência de interesses alheios.

Existem vários níveis de alçada para a concretização dessas operações. Todos os detentores de alçada, inclusive colegiados, necessitam ter muita força e independência para impedir influências externas. Isso não dispensa os participantes de as acompanharem através de seus representantes na diretoria e nos conselhos, com muita atenção e capacidade.

No próximo artigo falaremos a respeito do Plano PREVI Futuro. Aguardem.