Caros apoiadores do Movimento Semente da União,

Como já tivemos oportunidade de divulgar, o Conselho Gestor do Movimento Semente da União decidiu apoiar a candidatura de Amir Santos para a DIPLA por entender que este é um momento que requer a UNIÃO para darmos início aos esforços com vistas a tornar a gestão na PREVI compartilhada de fato e não apenas no papel como tem sido até aqui.

Sentimo-nos atingidos por alegações distorcidas do candidato Márcio de Souza, que acusa os apoiadores do Amir de desejarem terceirizar as atividades da Previ ao afirmar que: “Amir dos Santos, o candidato, mostrou seus apoios. Sua ligação é com a turma que quer terceirizar as atividades da Previ e que patrocinou o Senador Paulo Bauer, responsável pelo projeto PLP268 que acaba com a eleição de diretores na Previ e entrega parte da gestão aos operadores do mercado financeiro”.

Diante disso, cumpre-nos trazer aos milhares de participantes que confiam neste Movimento Semente da União os devidos esclarecimentos.

O candidato Márcio de Souza mantém a tradicional tática da Contrafcut, a que pertence, de manipular informações para iludir os eleitores.

O ilustre Senador Paulo Bauer apresentou projeto que impedia a destinação de superávit aos patrocinadores e foi barrado por Pimentel, senador do PT intimamente ligado à Contrafcut e ao Márcio de Souza.

Inconformado, o Senador apresentou o PLS 388/2015 que previa a alternância da presidência do Conselho Deliberativo e consequentemente do Voto de Minerva entre os conselheiros designados pelo Banco e os eleitos pelos participantes, cabendo ao CD a nomeação dos diretores. Visou, com isso, tirar o poder absoluto dos patrocinadores e tornar a gestão efetivamente compartilhada.

O PLS 388 do Senador Bauer foi alterado na Comissão de Constituição e Justiça, que introduziu condições para a composição do Conselho Deliberativo e para escolha dos dirigentes que não estavam presentes no projeto original.

São atitudes como essa, adotada pela turma do candidato Marcio contra projeto que destinava o superávit exclusivamente aos participantes, que enfraquecem as entidades comandadas pela Contrafcut.

Elas se dizem defensoras dos associados mas na verdade atuam contra eles, guiadas pelos interesses de seus líderes que, afinados com o patrocinador BB, gozam de benefícios milionários enquanto a grande massa sofre com benefícios reduzidos.

A mesma Contrafcut, a que pertence o candidato Márcio, está na gestão da PREVI desde sempre, impede a adoção de teto recomendado pela PREVIC para os benefícios de dirigentes, concedeu-lhes bônus quando os planos de benefício apresentaram fortes déficits e sempre acolhe as vontades do Banco a ponto deste não necessitar de fazer uso do Voto de Minerva.

Com todo seu histórico de subserviência aos interesses do Banco não se avexa de dizer que defende a gestão compartilhada. Esta até agora não passou de farsa, pois o Banco sempre influenciou decisivamente no resultado das eleições, o que tem resultado na vitória dos candidatos da Contrafcut.

Na eleição deste ano o Banco criou uma série de embaraços às chapas opositoras, dificultando ao máximo que acessassem os eleitores da ativa, enquanto a chapa da Contrafcut acessou-os à vontade e venceu graças aos votos deles, pois perdeu entre os aposentados.

Agora, esta eleição para a DIPLA foi divulgada exclusivamente por meios eletrônicos a que a maioria dos aposentados não acessa. Os eleitores da ativa terão peso ainda maior sem poderem conhecer bem todos os candidatos por falta de recursos destes, o que favorece ainda mais os candidatos que interessam ao Banco, ou seja, o Márcio e o Zeca.

O fato é que o Banco sempre teve 6 votos na Diretoria e continuará a tê-los se os participantes elegerem o Márcio ou o Zeca. Desde que foi instituída a falsa paridade na PREVI e na CASSI, a Contrafcut e a ANABB então comandada por Valmir Camilo formaram chapas juntas, venceram todas as eleições até 2010 e sempre atenderam os interesses do Banco.

A ANABB tem a obrigação estatutária de defender o BB. Marcel, integrante da Contrafcut, diretor e chefe do candidato Márcio na PREVI, era detentor de cargo comissionado no BB com AP-6, cuja atribuição era representar o Banco nas negociações com o funcionalismo e dizer que o BB não aceitava as reivindicações apresentadas e impunha as condições que consultavam seus interesses.

Em decorrência dessa fidelidade de nossos representantes ao Banco, o funcionalismo perdeu vantagens como anuênio e outras tantas, sofreu o mais forte achatamento salarial da história, a drástica redução da aposentadoria paga pela PREVI, aumentou sua participação no custeio da CASSI e ainda assim enfrenta sérias dificuldades na assistência à saúde.

Os fatos desmentem os discursos que escondem o que decidem e porque decidem sob o manto protetor de um Código de Ética que criaram para manter os participantes desinformados sob pretextos infundados e assim se perpetuarem no poder.

Conselho Gestor do Movimento Semente da União