Posicionamento do MSU em relação as mensagens divulgadas sobre as negociações CASSI X BB

Prezados Colegas da Ativa, Aposentados e Pensionistas,

Palpitante tema esse da negociação da sustentabilidade da CASSI vem assumindo ares alarmantes em relação ao longo tempo que a CASSI está na UTI, sem trocadilho.

E as negociações não avançavam.

Entendemos que a Contraf-CUT deveria colocar o tema CASSI/Sustentabilidade nas negociações junto com a data-base da categoria. Seria uma boa forma de pressionar o Banco a propor uma forma de melhor estruturar a CASSI no quesito.  Mas não é essa a postura da Contraf-CUT que, diz, não quer misturar os assuntos.

Ora, negociados os temas salariais, fica esvaziada a pauta e o tema CASSI fica prejudicado, com graves perdas para todos os funcionários da ativa ou não.

Entendemos também que na negociação em tela deveria ser mantida a proporção 40% e 60% entre nós e o BB.

Por quê nós temos que pagar mais ?

Lembramos que numa das graves perdas com a reforma dos estatutos da CASSI, a nossa contribuição SUBIU 200% e a do BB somente 50%.

Mensagem de Isa Musa para às associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil

Sr. Presidente,

Parte dos eleitos na última eleição da CASSI divulgou o texto abaixo a propósito da última proposta do BB.

Entendemos que de fato, a CONTRAF se recusa a levar a discussão CASSI para as mesas de Negociação da Campanha Salarial com o Banco do Brasil. Reiteradas vezes Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e também coordenador da mesa de negociação da Cassi, tem dito que seria arriscado misturar as questões específicas CASSI com a Campanha Salarial, pois isso poderia prejudicar ambos os lados da negociação.

Não nos cabe emitir opinião na pauta da Campanha Salarial. Apenas é forçoso reconhecer o óbvio: com toda a categoria em greve, mobilizada, seria espaço profícuo para se discutir CASSI e essa proposta do BB. Contudo, como a FAABB tem participado da Mesa de Negociação CASSI, é necessário esclarecer nossa participação de modo a não deixar dúvidas dente nossas filiadas, as Associações de Aposentados e Pensionistas.

PRIMEIRO: a última proposta do BB é sim, avanço, pois no início das negociações em 2015, reiteradas vezes o BB afirmou que não colocaria um centavo além dos 4,5% que lhe obriga o Estatuto. Agora decide arcar com até 23 milhões a título de ressarcimento mensal extraordinário, até dez/2019, de despesas de programas vigentes, coberturas especiais e da estrutura própria (CliniCassi), vinculados ao Plano Associados.

SEGUNDO: Que esses R$ 23 milhões terão reajuste anual em índice a ser estabelecido entre o Banco e a Cassi. Segundo o Diretor Humberto, cogita-se o FIPE SAÚDE, cuja variação hoje está em 12,01. No que se refere a FAABB as propostas do Banco do Brasil estão sendo discutidas em todas as Associações filiadas e, quanto a CONTRAF, cabe ao movimento sindical definir a maneira como se dará a discussão dentre os colegas em atividade.

A FAABB só rejeitará ou acatará as propostas do Banco do Brasil se essa for a decisão de suas filiadas que, repito, estão orientadas a ouvir seus associados. Não acatamos de pronto e nem rejeitamos totalmente, pois isso seria aceitar que não houve avanços. Avanço é que de aporte 0 (zero) o BB se prontificou primeiro a aportar 17 milhões e no último dia 5/9 aceitou aportar 23 milhões e ainda corrigir esse valor.

A FAABB entende que muito do caos da CASSI é de responsabilidade do Banco do Brasil gerado pelo descompasso entre os reajustes salariais da categoria (a redução da folha de pagamentos) e o aumento do adoecimento dos colegas da ativa em função das pressões e metas abusivas. O ideal seria negociar até que o Banco do Brasil fosse forçado a reconhecer toda a sua responsabilidade, cobrir os déficits e aportar o que fosse necessário para a implantação de auditorias, consultorias e programas de saneamento. Contudo, causa estranheza que os nossos colegas eleitos para a CASSI que vivem o dia a dia das dificuldades da CASSI em cobrir seus compromissos não tenham o consenso básico: até quando a CASSI suporta a indefinição das medidas saneadoras? Quando ouvimos alguns eleitos esses nos dizem que a situação é desesperadora!

Faltam recursos até para pagar prestadores. Outros, como os signatários do texto abaixo, consideram que devemos rejeitar a proposta. Afirmam que “Esta proposta é um retrocesso na responsabilidade do Banco com o custeio da Cassi. Não podemos esperar mais e temos que aproveitar que estamos mobilizados em nossa greve e dizer ao Banco um grande NÃO.”

Então, se nossa única fonte de informação confiável é oriunda de nossos eleitos, espera-se que esses se acertem a nos tranquilizem: podemos esperar? Até onde podemos ir pressionando o BB? O texto dos colegas eleitos fecha dizendo que hoje, dia 12/09, nas assembleias da Campanha salarial a categoria deverá “aproveitar estas oportunidades para deixarmos claro para o BB e para os nossos representantes na mesa de negociação que esta proposta não nos interessa”.

Se essa for a decisão das assembleias da campanha salarial esperamos que já adicionem propostas factíveis de serem aceitas, pois do outro lado está o Banco e é ilusório pensar que uma negociação possa contemplar só um lado: o nosso.

Atenciosamente
Isa Musa de Noronha
Presidente da FAABB

Mensagem que tem sido divulgada por alguns colegas eleitos sobre a negociação Cassi X BB

Banco do Brasil apresenta proposta final para Cassi‘. Este é o título da matéria publicada no site da Contraf/CUT.

Pelo teor da nota em que constam trechos como ‘é bastante positivo’ ou ‘avanços da negociação em relação as propostas apresentadas anteriormente’, está claro que a Contraf trabalhará pela sua aceitação da proposta.

Sabemos que a saúde financeira da nossa Caixa de Assistência não está bem há muito tempo e que, após quase dois anos de negociação, não houve avanços. Jogaram todas suas fichas nas mesas de negociação.

E agora, quando estamos em plena greve, a Contraf diz que não negociará este tema (na mesa específica) e que a proposta do BB será avaliada pelas entidades (sem qualquer realização de assembleia) e submetido aos trabalhadores somente após a conclusão da campanha salarial.

Para nós, a Contraf e as demais entidades que compõe a mesa deveriam ter rejeitado esta proposta com a mesma rapidez e firmeza com que rejeitaram os 7% proposto pela Fenaban.

Sabemos que o déficit da Cassi é gerado pelo descompasso entre nosso reajuste salarial (a redução da folha de pagamentos) e a inflação médica, por um lado, e o aumento do nosso adoecimento, por outro. Se não somos nós, os responsáveis por esta situação, por que teremos que desembolsar 1% de nossos salários, enquanto o BB assume um compromisso de efetuar ‘ressarcimentos’ de valores (sem estipular percentual) que é inferior a 1,5 ao que contribuímos?

Está claro. A carga será ainda maior sobre nós. Esta proposta é um retrocesso na responsabilidade do Banco com o custeio da Cassi.

Não podemos esperar mais e temos que aproveitar que estamos mobilizados em nossa greve e dizer ao Banco um grande NÃO. Todas as vezes que deixamos para decidir questões importantes, como com os direitos dos funcionários dos bancos incorporados ou sobre plano de função, para depois da greve, nós sofremos derrotas e perdemos direitos.

Na segunda feira, 12/09, teremos assembleias na maioria das cidades do país e precisamos aproveitar estas oportunidades para deixarmos claro para o BB e para os nossos “representantes” na mesa de negociação que esta proposta não nos interessa.”

Ângelo Argondizzi, representante eleito no Conselho Fiscal;
Ronaldo Moraes, representante eleito no Conselho Deliberativo;
Sandra Leodete, suplente eleita no Conselho Fiscal.

MENSAGEM DA FAABB sobre a negociação Cassi X BB

Refutadas todas as sugestões para assegurar a sustentabilidade da CASSI apresentada pela FAABB, pela ANABB, pelos eleitos da CASSI e demais entidades, no último dia 5 de setembro o Banco do Brasil apresentou sua proposta, que ele chama de “Proposta Final. Após um dia inteiro de debates o banco melhorou a proposta apresentada na reunião anterior que previa incremento de receitas de R$ 34 milhões mensais.

O banco aumentou o valor a ser investido pela empresa a título de ressarcimento mensal extraordinário, até dez/2019, de despesas mensais dos Programas de Atenção Domiciliar – PAD e Assistência Farmacêutica – PAF, das Coberturas Especiais e da estrutura própria de atendimento composta pelas CliniCassi, no valor de R$ 23 milhões, com reajuste anual em índice a ser estabelecido entre o Banco e a Cassi

(cogita-se usar, como indicador, o FIP saúde, cuja variação anual, hoje, está em 12,1% ) e contratação e pagamento das despesas com uma empresa especializada de consultoria.

Nós, associados, contribuiremos extraordinariamente, até dez/2019, com 1% do salário/benefício de ativos, aposentados e pensionistas, o que corresponderá a uma arrecadação adicional mensal aproximada de R$ 17 milhões hoje. Naturalmente nossa contribuição como aposentados e pensionistas sofrerá impacto do reajuste que tivermos, pela PREVI, em janeiro próximo e a contribuição dos ativos sofrerá o impacto do reajuste que esses obtiverem no dissídio da categoria já em andamento.

Assim, somados, hoje, 17 milhões nossos mais 23 milhões do BB, a CASSI terá mensalmente 40 milhões adicionais.

A proposta integral é dividida em etapas:

Fase 1 – Diagnóstico da situação atual, revisão dos materiais existentes, modelagem, plano detalhado, estudos de viabilidade e planejamento da implantação (prazo estimado em 4 meses);

Fase 2 – Implementação das propostas (projetos) aprovadas nos órgãos de governança da Cassi e em consulta ao Corpo Social, observadas as alçadas (prazo estimado de 12 meses).

Investimentos

Os investimentos serão as contribuições adicionais, nossas, no valor aproximado de 17 milhões e por parte do BB, de 23 milhões, totalizando um incremento na arrecadação de aproximadamente R$ 40 milhões mensais até dez/2019. (* Se aplicado o FIPE os 23 milhões irão para 25 milhões.)

Ao longo de 16 meses de negociação, a Comissão de Negociação formada pelas entidades de representação dos funcionários ativos e aposentados trabalhou para construir consensos em torno da Cassi, dentre os quais o investimento no Modelo de Atenção Integral à Saúde através da Estratégica Saúde da Família, manutenção do princípio da solidariedade como premissa fundamental do Plano de Associados, a corresponsabilidade entre BB e associados e, ainda, a garantia de cobertura para ativos, aposentados, dependentes e pensionistas.

Durante as negociações foi feito acompanhamento dos recursos financeiros da Cassi e negociadas soluções de reforço de caixa, como a antecipação dos recursos do 13o, proposta ao banco, que fez com que os recursos disponíveis não fossem zerados.

Nos debates com o BB, após a apresentação da proposta, os representantes das entidades cobraram do banco que o ponto de partida dos projetos a serem desenvolvidos seja os projetos de ações estruturantes já debatidos na mesa de negociação e que a peça orçamentária da Cassi para o próximo exercício deverá prever a estimativa dos investimentos no Modelo de Estratégia Saúde da Família.

A Cassi deverá instituir uma estrutura de assessoramento ao Comitê de Auditoria (COAUD), a fim de oferecer melhores condições do COAUD exercer seu papel de apoio ao Conselho Deliberativo em relação à supervisão da gestão dos processos internos, inclusive o acompanhamento dos projetos.

A proposta apresentada deverá ser avaliada pelas entidades e diversos sindicatos que compõe a mesa de negociação, e, havendo concordância, será feito trâmite interno na Cassi, Banco do Brasil e encaminhada uma consulta ao Corpo Social da Cassi, que dará a palavra final da implementação.

A FAABB reivindicou da CASSI e do BB que informem qual o valor médio mensal gasto para arcar com as coberturas especiais (PAD e PAF) e da estrutura própria (CliniCassi) e segundo o Diretor da CASSI, Humberto, as despesas da CASSI hoje giram em torno de 42 milhões mês.

A FAABB orienta às suas filiadas que até 16 de setembro pautem a proposta em seus Conselhos Deliberativos e/ou Assembleias Gerais de seus filiados de modo que cada entidade se posicione sobre a aceitação ou rejeição da proposta.

Uma vez discutida a proposta dentre os filiados de cada Associação, a FAABB realizará Consulta Assemblear Extraordinária em 19 de setembro, de modo a orientar como iremos nos posicionar à Mesa de Negociação. A FAABB somente referendará a proposta se houver autorização de suas filiadas expressamente manifestada nessa Assembleia Geral do dia 19/9.

A íntegra da proposta do BB pode ser lida em: http://www.cassiemdebate.com.br/#informativos

Atenciosamente
Isa Musa de Noronha
Presidente