Preocupação com a situação atual do Plano 1 da PREVI na visão do candidato a diretor de seguridade, Sergio Faraco.

Os resultados apresentados pela PREVI relativos aos exercícios de 2014 e 2015 causaram fortíssimo impacto nos participantes do Plano 1. Alguns chegam a estar desassossegados e preocupados com seus futuros.

É perfeitamente compreensível. Depois de mais de uma década de resultados bons, alguns excepcionais até, a ponto de permitir a constituição de um colchão, representado pela Reserva de Contingência, em valor equivalente a 25% do total de obrigações do plano até seu final, e ainda acumular valores expressivos na Reserva Especial, em apenas 2 exercícios consecutivos houve de fato  mudança radical da situação do plano.

A Reserva Especial, que amparava a suspensão das contribuições e o pagamento do Benefício Especial Temporário – BET, acabou antes do previsto, o que determinou o fim abreviado daquelas regalias.

A Reserva de Contingência, que se destinava a absorver impactos negativos sem afetar a capacidade de honrar o pagamento dos benefícios concedidos e a conceder até o final do plano, foi reduzida em 2014 e deixou de existir em 2015.

A Reserva Matemática, que representa o Valor Atual dos benefícios a serem pagos até o final do plano, deduzido do Valor Atual das contribuições a serem vertidas no mesmo período, deixou de estar totalmente coberta pelos Ativos, o que caracteriza a situação de déficit.

O valor do déficit é exatamente a diferença negativa entre o total do Ativo Líquido e a Reserva Matemática. Em 31/12/2005 era de R$ (16.137.922 mil), diante de um Ativo Líquido de R$ 119.731.218 mil para cobrir a Reserva Matemática de R$ 135.862.751 mil.

No próximo artigo vamos abordar a cobertura do déficit. Em outros iremos enfocar questões ligadas ao plano PREVI Futuro. Aguardem.